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Inversão

#5
Olá, boa tarde.
Ontem, do nada, comecei a escrever um novo trabalho. Sem alinhavos nem rascunhos, garantidamente, foi isto que saiu. Pareceu-me interessante... muito interessante até. Soube tão bem. É a isto que chamo, de um ponto de vista mais literal, "poesia selvagem". No entanto, não foi este o nome que lhe atribuí. Antes foi «Inversão». Quer saber porquê?!

O Autor



Quis que fosses meu, mas, por tudo, não deu.
Por mais que tentasse, e que sofregamente te amasse.
Assim foi… eu tentei, mas não deu.

Soube então, de ti, que tinhas outra…
De tal assombro, esse foi o maior.
Martírio de fé para quem religioso é.
Não o meu caso, que não o sou…
Mas se doeu? Oh, se doeu…
Tal atrocidade fizeste questão de exibir
Com vaidade, sem ter em conta essa minha fragilidade?!

Como? Como ousaste ser tão cruel?
Nesse teu misto de mel e fel…
No qual acreditei… durante anos…
Não sei, pois, mais que te diga.
São os Homens todos iguais?
Riem-se de nós sem nada mais
Ter em conta?
Conta a história, que assim é…
Mas não por muito tempo!

Digo-te, pois, que agora custa, verdade o é,
Aquilo que hoje não passa…
E enquanto passa e não passa… Oh!...
Custa tanto… Meu Deus!
Quem foi que te deu essa efémera remessa
De uma obstante promessa que não passa,
De uma alucinação!

Não fui eu…
Mas cresce em mim uma tal sede de vingança,
Que, cá dentro, alimenta a esperança…
De um dia… um só dia...
Poder, eu, vir a concretizar esta minha promessa…
Sem que ninguém me peça… que abdique da minha herança…
Ser feliz!




André Biscaia

28 de julho de 2015

(Se gosta deste trabalho, faça o download aqui!)

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