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#002 | Diário de Sátira | O que vem a seguir? Exames Nacionais e as políticas de segurança politicamente corretas!

        Olá!

   Cá estamos nós, mais uma vez, para escrever mais uma página [uma nova entrada, tecnologicamente falando] deste meu Diário de Sátira.
        O que vem a seguir?, pergunto eu. É este o título de mais uma espécie de loucura que não sei descrever.
         Como já disse, nem sei muito bem o que me leva a escrever isto, - mas penso - é um aliviar de consciência, poder fazê-lo. Tenho, de certo modo, alguém que me pode ouvir - vocês! Mesmo que esse alguém, em algum momento [ou mesmo em todos os momentos] não seja ninguém.
          Há quem diga que amanhã é dia de Exame Final Nacional de História A, mas eu não sei! Não é que não o vá fazer. Estou certo de que amanhã, pelas 9h15, vou estar [ansiosamente - ou não] prostrado [fiquei impressionado comigo mesmo: PROSTRADO?? - que palavra chique!] na frente da sala de aula, a aguardar - com atenção [ou talvez não] - pela chamada do meu próprio Nome Próprio. Depois, rapidamente chega o momento. Qual? Aquele em que todos nós temos que preencher o cabeçalho da folha de exame! A sério. Não consigo entender, para quê tudo aquilo? Sobretudo: é mesmo necessário que a assinatura esteja imaculadamente reproduzida na folha de prova, de forma igual [ou semelhante, vá] àquela que se encontra no Cartão de Cidadão [vá - eu sei que fui machista - devia ser Cartão de Cidadania, já que é mais homogéneo, entre géneros], caso contrário o teste não pode ser corrigido? Como assim? Alguém me explica qual é a diferença entre uma assinatura [bem ou mal feita] já que o cabeçalho nem sequer chega a sair da escola, onde, na realidade, toda a gente nos conhece? Muito provavelmente, a hipótese de o cabeçalho ter que sair da escola também tem que ser salvaguardada. Só assim se justifica! Mais tarde toca [a campainha, claro]. É hora de abrir os testes. Tesouras a postos... toca a cortar. Sempre me perguntei para que são precisas aquelas tesouras?, já que a sua utilização demora apenas 20 segundos [se tanto]. Qual é a necessidade de uma posterior utilização? Será que alguém se pode tentar mutilar, com a ponta de um lápis afiado [eu afio sempre o lápis antes de ir para o exame] e depois dizer: Ah, desculpe! Foi dos nervos!. Vá, OK! Já percebi para que é que são precisos esses objetos cortantes! É aceitável! Embora continue a achar que os exames podiam perfeitamente vir em plástico lacrado, e serem abertos como todos os snacks que se vendem nos bares, Olha, aproveitavam e deixavam lá uns snacks para os alunos irem comendo! Mas sem rótulos, atenção! Nada de informações nutricionais, que possam ser úteis num exame de Geometria Descritiva A.
          No fim do exame lá vem tudo a dizer: Foi fácil!, foi fácil! ou Foi difícil!, foi difícil! Os alunos que dizem que foi fácil saltam de alegria, ao passo que os professores, lá fora à espera dos seus "queridos" alunos [ansiosamente ou não, porque ainda não percebi se o que provoca essa ansiedade é a dificuldade do exame ou se são as gafes - vamos chamar-lhes assim, para relativizar - que os alunos cometeram], já com o exame resolvido entre mãos, esses até saltam paredes. Sempre que os alunos dizem que foi fácil, ficam desconfiados, como quem acha que estamos a relativizar demais. Se o aluno, por outro lado, diz que foi difícil - embora ninguém, muito menos um professor, tenha coragem de o acusar disso - o professor fica automaticamente a pensar: Este desgraçado não estudou! Ora toma que já almoçaste. Portanto, querem um conselho? Não?! Eu dou na mesma! Nunca digam como vos correu o exame - antes façam como eu: Desculpe, prognósticos só quando sair a pauta. Pelo menos assim, já ninguém vos pode acusar de terem ou não terem estudado. A parte positiva é que, a terem positiva no exame, já nem precisam de pôr os pés na escola e ouvir aquele Eu bem te avisei!.
          Já agora, se alguém achar que eu disse isto, desenganem-se! Este texto nunca existiu e [mesmo que saibam], ninguém sabe quem eu sou! Em todo o caso, para dizerem que eu não estou sempre a satirizar, boa sorte, aqueles que vão ser examinados amanhã. Partam uma caneta!

20 de junho de 2016

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